A Banda de Poi web non oficial

conversas con Tonhito de poi

a banda de poi | galeria | quenes son | mor | conversas con Tonhito de poi | Tonhito de poi | letras | opinions | proximos concertos | varios

«Se lhe dás liberdade, o povo busca a sua identidade para medrar, isso é natural, e forçar uma união a um estado é como encadear-te a uma pessoa, nunca estarás unida a ela»

Bruno Ruival – Teresa Carro.- Conversamos com Tonhito de Poi, a pedra Mór que une a banda de galego-portugueses que mais parece prometer no panorama musical do nosso País. A Banda de Poi faz no seu primeiro disco uma análise sem desperdício da identidade do nosso Povo. Natural da Barbança, conta-nos nesta primeira parte como se formou a banda e as suas experiências vitais por volta da nossa identidade linguística.

«Já que falamos o mesmo idioma e somos o mesmo povo, queremos unirnos porque se buscas o que une desaperece o que separa; acreditamos no mundo dos povos, nom dos países nem das fronteiras, nem dos estados, por moito unidos que se chamen»
g10p65f1.jpg

«Do noso idioma fixeron un dialecto, da nosa cultura, folclore e da nosa riqueza, hipotecas; aquí está todo o mundo aprendendo a falar ghalegho sen acento para poder traballar, porque se notan que eres galego...., outra cousa é que se note que eres doutro sitio»

conversas 2 vieiros

conversas 3

 
Antón Axeitos é o nome civil de Tonhito de Poi. Donde procede a alcunha?

Pois porque quando era pequeno era pequeno, então era «-nhito» [risos] e Poi é porque meu avô fez a casa lá no monte, cima de uma pedra... Fez a casa ali porque quando moravam nos Areeiros houve um temporal como um mundo, tipo maremoto, que lhe chegou a água do mar até a cintura na cozinha e disse O mar vai voltar ó seu sitio assim que foi-se embora para o alto. Então eu já nasci cima da pedra, em Poi, e quando ia aos Areeiros, Aguinho, Castinheiras... Aí vem o Tonhito de Poi porque, claro, ali só morávamos nós.

Aliás Poi está a uma altura que se vê toda a boca da Ria de Arouça, todo o oceano Atlântico, o oitro lado da Ria, é o ponto mais alto no fim da Serra da Barbança. De facto, aí está a Gharita, que também é uma pedra, onde se subiam os práticos para guiar os barcos que entravam na ria.

A Banda de Poi representa um pouco tudo isso: a pedra, o solar firme, a gharita donde se mire claro o rumo que levamos...

Mas a Banda de Poi também será porque és, um pouco, a voz promotora?

Homem, junta-se tudo, sabes como é este tipo de cousas, não há casualidades no mundo, e eu com a banda somos UM.

Foste a Portugal a contactar esta gente?

Eu fui a Baiona junto a Anjo Maciel, que é o produtor do disco, na altura do Prestige. Estava a colaborar com Burla Negra e Nunca Mais a fazer gravações de uma forma improvisada, tinha muita onda naquela altura, estava bem, mas estava muito rebotado e disse aqui há que dar sem dor... sabes? Mentiam como velhacos, pareceu-me que isso não tinha jeito, nem pés nem cabeça.

Primeiro começamos a madurar o conceito de uma super-banda de Rock Galaico-Portuguesa, com uma só voz que unisse um mesmo povo e em base a isso fomos a Portugal e juntámo-nos. Eles estavam num projecto que se chamava Checkpoint Charlie. Um deles, Topo da Gama, é português mas criou-se na Alemanha do Leste e viu toda aquela mentira que representou o Muro e como os homens dividem os povos... foi-lhe muito fácil entender a fronteira do Rio Minho.

Cláudio, o bateria, nasceu numa das colónias que tinha Portugal na África e também entendeu perfeitamente a realidade galego-portuguesa porque África está dividida a esquadro pelos lobbies europeus.
Ali rebentaram com tudo. Assim que a primeira pedra da banda, uma das filosofias, é voltar a unir os povos porque o que fizeram é uma loucura, não há por onde colhê-lo, não há saída num mundo de mentira.

Mas aos músicos já os conheciais de antes?

Claro, porque Deus os dá e... vão-nos juntando. O Pony coloborou connosco num disco de Heredeiros, Erecsiones Munisipales, mentendo a guitarra. Estava numa agrupação que se chamava As Amarguinhas e todos são gente muito consciente. São músicos que não usam a música como um entretenimento mas como revolução, quer dizer, impregnam a música de conteúdo e usam a arte como rebelião, porque se a arte não é revolucionária então apaga e vamo-nos, é para os ricos.

Estiveste alguma tempada do outro lado do Minho a morar...

Estive muitíssimo, levo dois anos indo lá seguido. Dormia na casa de um, doitro... porque para mim também foi uma descoberta o povo português sendo galego: meu avô chamava-lhe mortalhas aos papeles de fumar e eu nunca ouvira isso até que eles diziam passa-me uma mortalha... Além da história que possas aprender eu comprovei que sim é verdade, somos o mesmo povo. Depois o sotaque, que pode parecer mais chocante, desaparece quando falamos dous minutos.

Assim foi como trocaste o ñ pelo nh...

Claro, porque tu és o que fizeram de ti, não? Nós tivemos 40 anos de ditadura e para os portugueses o do ñ é EspaÑa, é o que mais lhes rebota, o do eñe. Mas se é a mesma língua, o mesmo povo, uma das cousas era trocar o ñ. Como eu notava que estava a involuir por falta de identidade, a única forma de evitar a involução é a revolução. Troca-se o ñ, troca-se tudo, e ponto, não há falho. Eu estou disposto à mudança constante, porque é o que há. Tens de estar receptivo a tudo, se não estás fodido, convertes-te em absolutista como fazem estes... as constituições que submetem as pessoas!

Onde está a soberania é no povo e que eles arranquem a história através da mentira, e depois usem a vontade do povo para fazer a sua vontade... se a gente tomasse consciência de que somos um Povo e que é nosso, as cousas mudariam muitíssimo. Nem os marinheiros espoliariam tanto o mar – pois porque os portos não são galegos, estão regidos por Madrid – se a gente fosse responsável...

Aliás, toca-nos a nós, por idade e por tudo. O franquismo para nós acabou-se há pouco como quem diz. Tivemos um Fraga que se o seu chefe o tivesse escutado a falar em galego matava-o, fuzilava-o como tantos oitros e, no entanto, olha aqui que hipocrisia tão absurda, e todos cúmplices dessa hipocrisia. E toca-nos a nós trabalhar, porque nem um filho está preparado para ter um pai nem um pai está preparado para ter um filho. Que não estamos preparados? Isso já o sei, mas melhor que estes chupistas, qualquer, um pouco de honestidade, caralho.

Com a mudança ortográfica sofrida suponho que terás sectores da sociedade em geral, e do mundo da música em particular, que te apoiam firmemente, mas, e aqueles que não partilham esta posição linguística, qual foi a reacção? Seguem a Banda de Poi ou fazem como que não existe?

A mim deram-me canha. De que vais tu agora? Eu isto faço-o porque necessito medrar e a movida é que eles não conhecem a realidade que eu conheço. Quando era pequeno e estavam os mais grandes a estudar em Santiago, vinham e diziam Galiza e eu dizia Pero se sempre foi Ghalisia! A que venhem estes com Galiza! porque me chocava e agora já digo eu Galiza, porque também quando era pequeno na escola das monjas me diziam Habla cristiano, e recordo-me que ao princípio ninguém queria escrever galego porque claro que é esto, para que é esto?

Um homem sem raiz não medra, podes estar perdido mas afinal tens que ir por aí. No 36 houve o levantamento dos patriotas españoles, essa loucura absurda que dou na guerra e agora, olha, também começam a tolear, mas, porquê? Não compreendem que os povos tendem a isso. Se lhe dás liberdade, o povo tem que ir para arriba, isso é natural, e forçar uma união é como encadear-te a uma pessoa, nunca estarás unida a ela, nem com uma ditadura, nem com exércitos, disso esquece-te.

Por isso nós dizemos que não queremos depender deles, porque esse conceito de España não é povo. Nós queremos ir para o mundo dos povos de não-fronteiras, precisamente nós não queremos fronteiras! Mas rompê-la de verdade, não como querem romper as fronteiras agora com a globalização, que engordaram todas as grandes empresas como puchos... [risos] Primeiro fizeram as fronteiras para quê? Para ter o rebanho e para engordar, e as grandes empresas nacionais engordaram. E agora estorvam-lhe as fronteiras que criaram para engordar e pelo mesmo motivo que as fizeram agora querem-nas desfazer. E nós somos o gado, que nos mugem todos os dias.

O melhor governo é o que não governa, o povo é quem trabalha as leiras, quem vai ao mar, quem compõe as músicas. O povo é a realidade... os políticos, estados, fronteiras, exércitos e mesmo o dinheiro é a mentira que estamos a manter e estão condeados a desaparecer.

Mas também comentavas que te deram canha...

Ah, canha sim porque à gente, pois choca-lhe. Também me chamavam vendido quando trabalhava em televisão. Sempre estive navegando por mar aberto, e agora igual me chamam traidor por deixar Heredeiros, ou como quando nos chamavam machistas em Heredeiros, isto é rock and roll! Agora estou noitra movida, sabes? Não posso
atraiçoar-me a mim próprio, durante muitos anos era a guitarra grunge e tal, e durante tanto tempo, chegou um momento que me saturou e agora a guitarra é mais metal e letra mais letal.
 
«Nós com a música da selecção galego-portuguesa damos uma oitava mais alta. Entendo que não é prático fazer uma selecção galego-portuguesa, agora, mas temos que ir por diante sempre»


E falando um pouco do disco, sem deixar de lado o sexo, drogas e rock and roll, na capa do vosso disco Mór aparece um símbolo fálico, que representa?

Pois sabes que quando se faz o amor é quando mais cerca estamos da Glória. Para conhecer o amor há que fazer amor. O símbolo fálico realmente é um menir, uma antena para falar com os Deuses, como era usado antes. É um símbolo fálico precisamente porque o estado mais sublime do homem é quando se une.

Pois esse menir era o que havia na lagoa de Antela. A lagoa de Antela foi uma história que também me impressionou, uma lagoa com uma vida única ali. O mar interior da Galiza. A água de todos e terra de repente de uns colonos. El granero de España, assim se chamou o projecto que dessecou o coração doce desta terra. A Mór, que era a pedra alta, o menir, estava no meio da lagoa e navegava pelo universo quando a água reflectia o céu estrelado. Isso era o que se via nas noites desde o monte Faro.

Passaram-lhe as máquinas durante 15 anos sem reparar em nada. A Mór encontrou-na um lavrador nos oitenta e com o tractor rompeu-na um pouco. Agora está num pedaço de formigão ali. Nós temos um tema que se chamana Mór que só tocamos ao vivo, para que esse momento fique sagrado, para que não tudo possa ser baixado da internet.

Antes mencionaste um nome que se repete ao longo da tua carreira, com diversas colaborações nos discos de Heredeiros da Crus, e agora ocupa uma posição central neste projecto elaborando grande parte das letras e músicas. Falamos de Anjo Maciel. Quem é exactamente?

Foi o primeiro produtor de Heredeiros. Como diziamos nós é o nosso Pai Putativo, e agora o Anjo da Guarda que vive em Baiona. Anjo é um músico que já teve a sua banda de rock super-revolucionária quando era mais novo, que se chamava Bismuto (onde vai a fecha), depois esteve a estudar jazz em Madrid, tocou na Versalhes, que era uma das bandas mais potentes de jazz, esteve pelo Norte de Europa e, para mim, tem-no tudo porque tem muitos anos de estudo, tem os conhecimentos, é profissional e é passional. Sem paixão não há nada, profissão sem paixão é um robô, como nos querem fazer a nós, robôs, espantalhos, zômbies... fazer parte do mecanismo do regime. E Anjo tem consciência disso.

 

Quando começamos com Heredeiros comecei a conhecer os discursos do nacionalismo na música, mas eram muito agressivos para mim, não me ia essa movida, não entendia nada. Eu falo galego porque me falavam galego em casa, mas o que me tirava para trás era a essa agressividade. Agora entendo porque os que tomaram consciência antes que eu tivessem essa atitude, mas o nosso inimigo agora é o próprio conflito.O que não se conquista com amor não se conquista com nada, nem com cocktails molotov. Esta grande rebelião é por amor à Terra e não por ódio a Espanha, entendes? Eu estou disposto a arriscar muito pelos meus ideais, mas não fazer dano a ninguém por impor uma ideia minha. Quando procuras o que une o que divide desaparece, nos centramo-nos em unir o nosso povo.

É uma pena enorme perder o nosso idioma. Os meus amigos madrilenos metem caralho em WordPerfect a ver que diz no dicionário. Querem-nos uniformar, e essa igualdade que buscam destrói, não constrói.

Cando cheguei a Madrid para fazer um curso de actor, dizem-nos que temos de perder o sotaque galego para trabalhar em Madrid e todas essas chorradas mas Ben Temple, o Americano que dava o curso, alucinava com o meu sotaque e dizia-me e que o teu sotaque soa muito à terra, a mar, donde és tu? expliquei-lhe e flipou. Gravou um curta aqui, viu as casas, mas aqui não faziam falta supermercados! não, e dizia não me estranha que destruíram este sistema de vida. Mas oitros americanos, perguntavam porque falava galego se em Espanha o castelhano é um idioma potente, grande, de facto com essa forma de pensar, nos EUA não ficou um índio para dar testemunho do seu povo. Isto é o sistema imperialista que te inculcam.

Falando do tema da selecção, que aconteceu no dia do jogo? Primeiro nos destes-nos o rebuçado a provar e depois...

Ah, porque não era para tocar nós! E que nós não tínhamos pensado tocar ali. Tínhamos pensado gravar um vídeo-clip, montar tudo e tocar em qualquer sítio até que nos botara a polícia ou o que acontecesse, mas que se passou? Que falamos antes com a gente da organização e disseram-me o que podes fazer é tocar antes, mas depois não porque já estão todos os grupos comprometidos e disse pois nada, pois saímos ali e tocamos! Que mais quisera eu! Uma vez que sobes ao palco o que queres é rebentar com tudo! Aliás, ainda estávamos a provar o som quando chegou a manif, mi má, não tinha nada, não soava o teclado, não soava nada.

Mas não importou...

Claro, não importou nada, havia onda.

E quanto ao desenvolvimento da selecção, achas que faltam ou sobram cousas?

É um elemento que contribui a dar-lhe identidade a um povo. Nós com a música da selecção galego-portuguesa, simplesmente, como somos, por dizê-lo assim, artistas, podemos permitir-nos ir uma oitava mais alta. Entendo que não é prático fazer uma selecção galego-portuguesa, agora, mas nós temos que ir por diante sempre.

De todas as formas foi um acto de valentia, não? Cantar uma canção da selecção galego-portuguesa com um público cheio de hooligans-nacionalistas-integristas galegos...

Sim, porque há muitos nacionalistas que não querem a Portugal...

Por isso, por isso te digo...

Mas a nossa banda é galego-portuguesa e o nosso povo o galego-português

Mas no momento de mais êxtase dos siareiros galegos...

Pois fá-los pensar e sentir mais! Muitos de nós até há pouco pensávamos que a Galiza era uma província de Espanha e depois tomámos consciência de que não, que é um Povo. Agora, pois simplesmente é igual, como também não ficaste antes com a cena de Galicia comunidad autónoma, também não fiques agora com a cena da selecção galega somente, é ir caminhando. Se não tiras cara Portugal ficas isolado, para aonde vais ir? Castela nunca reconhecerá a nossa identidade, para eles sempre seremos españoles. Não tenhas medo, nem de falar galego ainda que não o saibas, nem de descobrir Portugal, nem nada, ter medo é um atraso.
 
No album fazeis uma revisão sem desperdício da identidade galega ao longo de todas as canções. Abordais temas como o priscilianismo, a monarquia, a euro-região, etc. Que cousas achas que se estão a esquecer?

Homem, por suposto, há que recuperar a figura de Prisciliano, porque era um homem que andava descalço pelos montes, tinha mulheres na sua congregação, eram sacerdotisas e tinham trato de deusas. De facto, a Igreja católica é tão obscura e tão depravada, porque apartou a mulher do seu lado. E cargaram-se a Prisciliano precisamente porque comunicava com o povo, porque entendia que a água é vida, por isso é sagrada, por isso venerava as fontes, era um grande mestre. E possivelmente seja Prisciliano o que está enterrado em Santiago, porque o Apóstolo que viesse numa barca de pedra... ainda se me dizem que veio no Castromil! [risos] Isso seria uma grande revolução, e fazer o caminho priscilianista.

Na capa do caderno interior do álbum aparece um mapa físico com nomes de localidades cujos nomes se repetem com o título «A nossa mai é uma». Como surgiu a ideia?

É para mostrar de uma forma clara que é o mesmo povo. Há um Verim aqui, há um
Verim ali, há um Gondomar aqui, há um Gondomar ali, a fronteira é imaginária, não está, inventámo-la nós. Aliás, o absurdo de fazer fronteira num rio! O rio foi sempre vida, representou sempre passo e eles fizeram fronteira, que é justo o contrário. Então o que mostramos nesse mapa é precisamente isso, que a nossa mãe é uma, que são os mesmos povos, para que se veja claramente. Eu entendo à gente que vive de costas, que não teve acesso a isto, por milhares de cousas.

Encontraremos algum dia o mapa do tesouro? Onde está?

[risos] No rio Douro...

...nos barcos que transportam o vinho do Porto...

[risos] O mapa do tesouro representa um tema que é como uma revolução interior, aí personaliza-se tudo, a Perfeita Anarquia, entendendo a anarquia como a harmonia na vida de uma sociedade.

É como um meninho que nasce com conhecimento, não tem remorsos do passado, nem grandes projectos para o futuro, não sente angústia. De facto, no tema de Prisciliano dizemos não teimes com o futuro nem com o passado, o presente é a chave para não ser escravo porque entendemos que as ideologias nunca serviram para unir ninguém. Por isso a esquerda nunca será unida, a direita, colheu a Deus pelas barbas, um Deus impositor porque tentava submeter o povo.

Mas a espiritualidade é inata na malta, passas uma noite no monte, ou na praia com uma fogata e ficas a tremer por muito pouco sensível que fores. Um meninho vive uma magia tremenda e depois vai-na perdendo, a educação faz robôs deles, querem que sejam advogados, administrativos, querem que sejam do sistema. Não lhes ensinamos o que querem saber, o que querem saber o que faz esse Sol aí, esse pinheiro.

Gastam quartos em fazer búnkers, as escolas são búnkers fechados. Com a metade do que custa isso abríamos campos e campos de carvalhos para educar os meninhos, porque os meninhos são livres por natureza, mas forjamo-los à nossa imagem e semelhança e não há por onde colhê-los, depois começam com as depressões e toda essa merda. E chega um momento que tens de recuperar essa essência, ou pensas que um meninho vive no mundo distinto a ti? O mapa do tesouro é fazer medrar oitra vez esse meninho em ti.

Eu penso que a revolução tem de sair daqui, a grande rebelião dos povos, porque é onde podemos fazê-la, já se encargaram de arruinar todo o Sul para fazer escravos para as suas empresas, e então é aqui onde a temos que fazer, porque nós, maldita seja, estamos gordos, não nos falta de nada, queixamo-nos de vício. E outros a morrerem de fome e guerra.

Já que é uma banda formada por galego-portugueses, a Banda de Poi terá presença nos festivais arraianos deste próximo verão? Estou-me a referir a Vilar de Mouros, Ilha do Hermal, Paredes de Coura, A Noite do Trasno, etc.

Claro, estamos a lutar por isso. A música ao vivo dá vida. Trata-se disso, de começar a comunicar, trata-se de fazer a comunhão.

Esta web apoia á iniciativa dun dominio galego propio (.gal) en Internet