A Banda de Poi web non oficial

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prisciliano                             

 

“Escuta irmám com muita atençom,
o medo devora o teu coraçom,
duvidar é morrer, e morrer é traiçom,
dous homes som um nessta
tripulaçom”.

 

Mataron ao nosso Santo Prisciliano/

Degolouno O Papa no século quarto/

Herege traidor do Clero romano/

Por ceivar ao povo do caminho sacro/

Foisse a Luz da terra ganhou o Dianho/

Dividen ao povo Gelmirez e Paio/

A Igreja cría o mito de Santiago/

Para acabar co culto a Prisciliano/

Prisciliano é o enterrado na Catedral de Santiago/

Prisciliano é o enterrado na Catedral de Santiago/

O Mago Prisciliano caminhou descalço/

Polos templos verdes reino dos carvalhos/

Oraba ás estrelas falaba cos anjos/

Pregabalhe aos grilos o seu doçe canto/

Desperta a Conciéncia co Lume Sagrado/

Na tua semente mora o sol dourado/

Nom teimes co futuro nem co passado/

O presente é a chave para nom ser escravo/

Nom teimes co futuro nem co passado/

O presente é a chave para nom ser escravo/

o pirata     

                            

Eu sou um pirata, sou filho do sol/

Capitan lendário Antóm de Poi/

O mar é o meu berce a canha o meu ron/

Aproar ao vento a minha paixóm/

Nom tenho máis Lei que a Liberdade/

O ouro dos ricos reparto a vontade/

A Rainha de Espanha paga mil “dolares”/

A quem a cabeça de Poi entregare/

A minha espada fala de morte/

A faca pirata que brilha na noite/

Castiga ao cacique reparte có pobre/

De Leça a Fisterra quem a enfrenta morre/

Somos a Banda de Poi nosso inimigo é o rei/

Pesadelo da Coroa, da Justiça e do Poder/

Somos a tripulaçom que enrola o Dianho/

Do norte de Portugal, da Galiza e do godalho/

Eu son o pirata criado na areia/

Na praia aprendim a arte da guerra/

Nom há bergantim navio ou goleta/

Da Flota Real que me submeta/

Sanguenta e dourada é a sua bandeira/

Dinheiro e poder a sua única teima/

A Armada Imperial que mata e saqueia/

Emporca a ribeira escraviza e queima/

No barco pirata a gadanha espera/

Ondeiam as tibias, sorríe a caveira/

Erguede o rizóm, despregade as velas/

                        A Vitória é nossa A Morte espera/

o jogo                

        

O governo atopou a mina no futebol/

Rebentar a unidade cidade contra cidade/

Dividir para vencer é o programa/

É o programa do poder/

Enfrontar, adormecer/

É o objectivo a estratégia do poder/

O nosso Povo está fodido/

Dentro mora o inimigo/

Está nos lobbies nos partidos/

Nos políticos vendidos/

É o capital e a cobiça/

Os que submetem a Galiza/

Os dirigentes lambecús cheiram tanto por aquí/

E por alá alá alá/

Vanse foder oeeeh/ Vanse foder oeeeh/

Niko é do Dépor Anjo é do Celta/

João do Porto Rui do Leça/

Pancho do Compos Claudio é do Braga/

Topo do Sporting eu do Erizana/

Vamos jogar a nossa Liga/

Declarar, declarar a rebeldía/

A galego-portuguesa/

Essa si que interesa/

Selecçom Nacional da Galiza e Portugal/

Jogadores desta terra mercenários marionetas/

Só há “gangsters” na Direcçom/

Jefes da especulaçom que negóciam coa paixom/

Coas cores da tua equipa e có Golo, o Golo, o GOOOOL…/

Porqué… ti tés o Poder máis que nunca ti tés o Poder/

De que se afundam ti tés o Poder se te juntas/

                        Ti tés o Poder/

mai                           

 

Nossa mai é uma á luz das estrelas/

Nom precisa escudos nem cor nas bandeiras/

Nossa mai é forte tem ferro tem pedra/

Tem um vagalume que de noite a quenta/

Nossa mai morreu mas como esquecela/

Ela deu a vida para que eu nascera/

Nossa mai amada nossa mai eterna/

Nossa mai sonhada nossa mai alheia/

A onde vas velha coa tua pel enjuita/

Teus filhos deixaram a fouce e a luita/

Espinhas e dór cóbrente o peito/

Castrada a memoria degolada a eito/

Mãe/ Mai/

Da arteria minhota fixeram fronteira/

Por isso no espelho olhaste estrangéira/

A tua lingua abafada a boca calada/

Os teus filhos mortos a túa voz aldrajada/

Mãe/ Mai/

De onde vens velha ferida e doente/

De quem é a mão que sega a semente/

Gadanha de fora sanguenta esvaece/

Quando desde as cinzas ergues a voz ceive/

Mãe/ Mai/

Porque se quixeras porque se ti queres/

Tens a melhor arma para te defenderes/

Tens as nossas almas/ tens os nossos seres/

A marte e ao sol/ nos teus amenceres/

                        Mãe/ Mai/ Mãe/ Mai/

fucking ship            

              

Jesús Cristo que é isto asfaltaram con fuel/

O marisco, o mar aberto/

Cheira a fechado, ao responsável havía qué/

I’m going to speak about the fucking ship/

I’m going to speak about the fucking ship/

A génte de Portugal botóunos uma man/

Díxonos de coraçom o veneno que levaba esse Cabrom/

Morreu de pena ou mataram a mam/

Era de Camelhe ou era um Alemám/

Tranquilos chicos váise a congelar/

Ai nom perdoa váise evaporar/

O perigoso deste lote/

Galhetas e lentelhas som de Chapapote/

Em caso de ingestom accidental/

Chamar ao Serviço Nacional/

 

                           Dedicado a Man de Camelhe

welcome to spain   

            

 

Cheguei a Galiza á sua beira norte/

Tres séculos passaram tras a minha morte/

O fantasma de Poi sobrevoa as casas/

Espía aos políticos estuda o que se passa/

Que grande surpresa a terra mudara/

O galego era uma lingua extranha/

Os músicos tocabam música feliz/

Gaitas escocesas, os “hits” de Madrid/

Bienvenido a Galicia Welcom to Spain/

Comunidad Autónoma Made in USA/

Viaxei á costa á costa da morte/

Emporcada e preta deixada a sua sorte/

Nom havía rios nom quedavam fontes/

Só mini-centrais desertos e pontes/

Parecía Galiza a terra australiana/

Um eucaliptal seca anteliana/

Na televisom dabam boms programas/

“Reality Shows” feitos para as vacas/

Fui a Portugal á beira do norte/

A terra de Henriques Gama e Camões/

Viaxei ao Douro ao Minho e Viana/

Povoa do Varzim Porto Leça e Braga/

Foi muito esquisito situação estranha/

Aquele Portugal pareceu-me Espanha/

Bancos e Comércio lojas moda fábricas/

E nas Discotecas “Spanish pimbalhada”/

Bemvindo ao Condado Luso-português/

O grande “Eixo Atlántico” Welcom to Spain/

Bemvindo ao Condado Luso-português/

O grande “Eixo Atlántico” Made in USA/

Bienvenido a Galicia Welcome to Spain/

                        Comunidad Autónoma Made in USA/

murphy                          

 

Vouvos a contar uma velha história/

Fala dum irmám do além de “Moria”/

João o cozinheiro baptizou ao Murphy/

Fúnebre arrepío do vento do norte/

Nunca usou espada tampouco pistola/

Picaba com arte tinha grande escola/

Dominaba o ar era marinheiro/

Nunca se queixaba nunca tivo medo/

Mas quando máis feliz era o Murphy/

Uma bala cruzou-lhe o peito/

O sangue de Murphy atingiu o oceano/

O fondo do mar foi o seu leito/

Murphy/ Murphy/ Murphy/ Murphy/

A bala assassina fora disparada/

Pelo “Rei Corsario” naquela batalha/

Murphy conseguira um grande tesouro/

Roubar-lhe ao “Corsario” um anel de ouro/

Mágicos poderes tinha aquele anel/

Fascinaba aos homes e a Lucifer/

Nosso amigo o Murphy tivo muita sorte/

Tirou del partido para voltar da morte/

Amigo corvo meu companheiro/

Espectro pirata do vento/

Voas na noite co pensamento/

Páxaro da morte eterno/

 

                               Dedicado a Enrique Marcote

um beijo                                             

 

Deixa de chorar Rossana ele entenderá Rossana/

O problema é o tempo a comunicação/

Dura já mil anos a castração/

Busca ao André para falar o máis fácil é explicar/

Que um bico é um beijo que não pense mal/

Que em galego bicar é beijar/

Mas a nossa fala é igual/

Minho o norte Minho o sul é igual/

Rompe coas barreiras se queres namorar/

Ligar é igual que engatar/

Mas a nossa alama é igual/

Minho o norte Minho o sul é igual/

Rompe coas fronteiras se queres juntar/

Galiza con Portugal/

Dame um bico quero um bico/

Dame um beijo quero um beijo/

Isto é uma desgraça não sabes o qué se passa/

Se vais a Portugal deves controlar/

Um bico é sexo oral e soa mal/

Mas não deves preocuparte/

O André so quer amarte/

Ele mal interpretou/

Que grande confusão/

Um bico não é uma felação/

Mas a nossa fala é igual/

Minho o norte Minho o sul é igual/

Rompe coas barreiras se queres namorar/

Ligar é igual que engatar/

Mas a nossa alma é igual/

Minho o norte Minho o sul é igual/

Rompe coa fronteira se queres juntar/

                        Galiza con Portugal/

Kommies                      

 

Ao Capitám Jó pirata Leçeiro/

Tentou subornalo o “Big Boss” petroleiro/

Pagarei-te bem se es um bom corsário/

Se nom tens escrúpulos se és um bom mercenário/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

Som uma ameaça os Kommies comunistas/

Acaba con eles anti-sionistas/

Som o eixo do mal o grande Satán/

A sua cor é vermelha moran no Indostám/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

O nosso problema e o Kommie teimoso/

Nom quer entender o nosso negócio/

Chegar a um País matar e vencer/

Vender o armamento e ficar có Poder/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

O Che e o Alhende/

Os inoçentes do 36/

Na Galiza Alexandre e Daniel/

Em Portugal no Tarrafal/

Jesús e Ghandi/

E o povo unido adiante/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

O nosso sistema tém grandes ventajas/

Sacamos o ouro ficamos coas gajas/

O “Neo-kommie” consume filmes hamburguesas/

Garrafas de Cola bombas Japonesas/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

E muito importante que o Kommie comprenda/

Que é um terrorista se defende a terra/

Preciso é ensinar ao Kommie a pensar/

A moda texana no nossos “Think-Tanks”/

Kommies/ Kommies/ Kommies/ Kommies/

                        Liberdade!!!

o mapa do tesouro     

 

Eu tinha um mapa o mapa dum tesouro/

Perdi-o na ribeira caiu no rio Douro/

Eu ainda era novo um pirata feliz/

Dormia de dia de noite era fixe/

Não valorizei aquele velho mapa/

Só era um papel para aquele pirata/

Mas nele estava a chave com tinta marcada/

Para a liberdade nunca conquistada/

Não sei o que daria, o que daria hoje/

Pelo velho mapa, pela minha sorte/

Onde está? O mapa do tesouro/

Onde está? Caiu no rio Douro/

Onde está? O mapa do tesouro/

Onde está? No fundo do Douro/

Busco mar adentro, busco mar fora/

Não ajuda o vento na minha demora/

Cara ao sul e ao norte leste ou nordeste/

O tesouro existe so que não o vês/

Encontrar o mapa tão só quero isso/

Despertar do sonho quebrar o feitiço/

E a porta da fé da sabedoria/

Que faz homens livres em perfeita anarquia/

Não sei o que daria, o que daria hoje/

                        pelo velho mapa, pela minha sorte/

mentira                                              

 

E dificil ser feliz quando olhamos o País/

Dividido pelo Minho enganado e sem raíz/

Impossível aturar a esta génte a governar/

Sumidos na dependéncia venha já a liberdade/

Que é o que está a passar todo o caos vem de alá/

Guerras, telejornais esse orgulho Imperial/

A Polícia,. Os Tribunais quem explora ao nosso Pai/

Essa forma de sementar essa ideia tan vanal/

Dúma “Espanha Grande i Libre” nas escolas e no Altar/

Mentira/ Mentira/ Mentira/ Mentira/

Se quixeras celebrar o nosso Día Nacional/

Vem em Julho a Compostela o vinte-e-cinco de manhá/

Mas esta gentinha está e tamém quer festejar/

O Apóstolo Santiago patrom da “espanholidá”/

Qué é o que está a passar temos de recuperar/

A nossa identidade resgatar a nossa Mai/

Fora o ódio e o rencor só é veneno no interior/

Essa arma a deixamos enteirinha para vos/

                        Porque o nosso espírito é luz a nossa bandeira Amor/

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