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DESCRIPÇOM
A Banda de Poi, é uma banda de
piratas do século XXI que, sabedores do captivério ao que foram submetidos tanto a nivel interior como exterior, revóltam-se
contra éste, acordando como único objectivo a conquista total da Liberdade.
“Eu sou o pirata, sou filho do sol…”
Quando
falamos de piratas é porque entendemos ao pirata como uma persoage que vive afastada do Sistema por nom ter cabida dentro
déle, bem por decisom própria ou alheia, sendo o Sistema quem trata de margina-lo e persegui-lo por medo ás súas accóms de
sabotaje, foram estas de tipo económico, ideológico ou político. A Banda de Poi em base a esta definiçom é por tanto uma
banda de “Outsiders”, ou prófugos que combatem os “sistemas” coa música e coa palavra.
As
artes mágicas do Inimigo som poderosas: “A Banda de Poi na Lagoa de Antela, noutrora conhecida como Mar Interior da
Galiza, devido as dimensóms e a enorme riqueza das súas águas, convertida agora num deserto”.
Precisamente, porque
esse inimigo está a acabar cós nossos mares, coa nossa terra, co nosso equilibrio ecológico, coa memoria histórica, coas sinais
de entidade do nosso povo, coa economía, coa fala… A Banda de Poi, tém uma déveda coa “Mai”, que passa por
ajudar á recuperaçom da memoria histórica tanto na Galiza como em Portugal, nom somentes a través da música, senom ussando
foros de debate na rede, organizando eventos, falando coas pessoas, e resgatando uma linha de actuaçom intervencionista para
os assuntos relacionados coa nossa Mai, costume que esmorecera em muitas bandas de Rock nos últimos anos. A Banda de Poi
também acredita na conexom “céltica” da Galiza e do norte de Portugal, cós povos e culturas irmáms do arco nor-atlántico;
Irlanda, Escocia, Bretanha, Gales…e trabalha na procura dum maior grao de intercámbio, conhecemento e achegamento entre
os Povos Celtas.
A
Banda de Poi, é um colectivo artístico-musical formado por músicos galegos e portugueses que fundamenta a súa ideología nos
seguintes pontos: O mundo exterior e o mundo interior.
1.-O mundo exterior:
A nossa Mai é a Terra, e nela achamos o nosso
embigo, a nossa conexom có Universo. Na péle da nossa Mai achamos os Povos, e por tanto todos e cada um dos homes e mulheres
pertencemos a um daqueles.
A Banda de Poi, está formada por homes que pertencen a um povo, dividido na actualidade
devido ás arbitrariedades da História. Um dos objectivos da Banda de Poi é unificar culturalmente ao Povo Galego-Portugués,
e para isso expressa-se na língua galaico-portuguesa. A Banda de Poi nom acredita nas fronteiras, criadas normalmente polos
estados para satisfazer intereses económicos, geo-estratégicos, militares… Toda a Humanidade é uma imensa “Irmandade”
que está dividida por linhas artificiais impostas nos mapas que marcan o seu destino. A Banda de Poi acha necessária a desapariçom
dos estados e a emancipaçom dos povos, para rematar co asobalhamento e a expoliaçom á que os povos som submetidos. Só assím
este mundo “exterior” será máis justo e equilibrado.
Uma árbore sem raíz nom pode crescer, por isso na
Banda de Poi estamos por recuperar essa raíz e fazela germinar, para sentirnos homes e mulheres dignos da nossa Mai, da nossa
Terra.
A Banda de Poi, é uma aposta pacífica e solidária, criada por músicos das dúas beiras do Minho, para erguer
ao Povo Galego-Portugués.
2.-O mundo interior:
“Nom
teimes có futuro, nem có passado, o presente é a chave para nom ser escravo…”
A espiritualidade é um traço
importante da pessoalidade do nosso povo. Os “Druidas”, foram os homes máis respeitados das diferentes tribos
galaicas, a nossa relaçom co além, o culto a natureza, o animismo, os rituais pre-cristiáns, a cultura megalítica dos dolmens…todo
na Galiza e no norte de Portugal está rodeado de magia e misticismo. O Priscilianismo no século IV conseguiu ligar e sintetizar
toda esta cultura religiosa céltica e panteísta có cristianismo de forma magistral, resultando completamente liberadora para
um povo que reconhecía naqueles ritos a súa esencia verdadeira.
A Banda de Poi, defende a espiritualidade como algo
inherente ao home, e especialmente ao nosso povo, mas acredita numa nova forma de espiritualidade propria e máis bem baseada
no Gnosticismo e nos postulados priscilianistas.
A sociedade occidental, o Sistema, “programa” aos indivíduos
como “robots” desde a infáncia, fazéndo-os acreditar que quanto máis dinheiro ganhem máis felizes serám, assím
também máis respeitados e considerados socialmente. Para esta sociedade “trunfar” significa en grande medida possuir
bens materiais, dinheiro, poder político…
Pero, acumular objectos nom dá a felicidade, o materialismo nom cria
génte feliz… Acostumaram ás pessoas a ver para afora, para o exterior…mas nunca comprenderam que só no interior
podemos achar as soluçoes aos nossos problemas, aos nossos enigmas…
A Banda de Poi, considera que a liberaçom
passa por entender o que acontece no nosso interior e para isso precíssa-se auto-observaçom interior e viver de “instante
em instante”. A Luita nom é somentes exterior, senom também interior.
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